(Crédito fotográfico: Pedro Murad)

    Escrita por Beatriz Napolitani, peça ambientada nos anos 80 mergulha na identidade feminina e nas contradições éticas da sociedade

    Uma peça teatral que investiga o limite entre realidade e ficção, identidade e ética, em plena década de 1980. Escrita por Beatriz Napolitani, “Zero Grau” chega ao Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Centro do Rio, em curta temporada de 09 de janeiro a 08 de fevereiro, com sessões de sexta a domingo, às 19h.

    O espetáculo, que já passou com sucesso pelo Cine Joia, o Teatro Cândido Mendes e a Casa de Cultura Laura Alvim, é o retorno aos palcos da dramaturga carioca com mais de 20 peças escritas. Além de assinar o texto, ela divide a direção com Lourenço Marques e o palco com Andrea Cals, Alex Gomes, Michele Capri e Carlos Rosário.

    Na trama, Amanda é jovem, rica e perdida. Filha de uma família abastada e corrupta, vive sob a pressão de ser feliz e bem-sucedida – mas sem saber ao certo quem é ou o que quer da vida. Em meio a um tratamento psicanalítico, Amanda se depara com a mais dura das escolhas, ser ou não ser. E é nesse limiar que sua vida começa a ser construída. Usando de metalinguagem a peça faz um paralelo com HEDDA GABLER de Ibsen, onde nossa atriz principal vive na ficção o que planejava na sua própria vida.

    ZERO GRAU é um mergulho na complexidade da construção da identidade feminina e nas contradições éticas da sociedade. A história mistura humor ácido, drama existencial e metalinguagem, ao acompanhar Amanda em sua trajetória de angústia e autoconhecimento.

    Ambientada nos anos 80, a montagem aposta num cenário minimalista com diálogo com a linguagem cinematográfica: projeções audiovisuais e objetos de época – vitrola, secretária eletrônica, telefones antigos – reforçam o clima de uma década anterior à internet, onde a comunicação exigia presença, tempo e esforço.

    – O espetáculo propõe uma reflexão profunda e provocadora: O que é ser? O quanto somos produto da sociedade, da família e das relações de poder? Existe mesmo algo genuíno e autêntico em nós? ZERO GRAU é um convite ao pensamento, à dúvida e ao desconforto. Um jogo entre o ser e o parecer. Entre o individual e o social. Entre o desejo e a ética – explica Beatriz Napolitani.

    FICHA TÉCNICA:

    Texto: Beatriz Napolitani

    Elenco: Beatriz Napolitani, Andrea Cals, Alex Gomes, Michele Capri e Carlos Rosário

    Stand-in: Júlio Castro, Anna Gama ,Teka Ferreira e Marcelo Guerra

    Direção: Beatriz Napolitani e Lourenço Marques

    Assistente de Direção: Andrea Cals

    Vídeos e Projeções: Pedro Murad

    Cenografia e Figurino: Beatriz Napolitani

    Trilha Sonora: Eduardo Lopes

    Design: Angela Meurer

    Produção: Beatriz Napolitani

    Assistente de Produção: Paula Goja

    Assessoria de imprensa: Carlos Pinho

    SERVIÇO:

    Temporada: 09 de janeiro a 08 de fevereiro

    Dias e horário: sexta a domingo, às 19h

    Local: Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

    Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), vendas no site https://www.sympla.com.br/evento/zero-grau/3254598

    Classificação: 14 anos

    Duração: 80 minutos

    Rede social: https://www.instagram.com/zerograuteatro/

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